Técnicas de conservação no topo de morro As ações conservacionistas de água, prevendo-se sua captação como água da chuva e a sua conservação na bacia hidrográfica se dá, didaticamente, em três planos do relevo, sendo um tão importante quanto o outro, formando um conjunto harmônico que se somam.
Os três planos são:
a) No topo de morro;
b) Na meia encosta;
c) No entorno dos corpos d’água.
Técnicas de conservação no topo de morro.
A função hidrológica da vegetação de topo de morro, notadamente quando floresta preservada, é a de evitar um inicio de escorrimento superficial morro abaixo, cuja velocidade e potencial erosivo iria se intensificando a medida que acelerasse seu fluxo.
Tanto no morro como na montanha, a mata de topo de morro, que é uma APP – Área de Preservação Permanente – portanto, área a ser preservada por lei, inicia-se a partir da curva de nível correspondente a 2/3 da altura da elevação mínima, em relação à base, estendendo-se até o ponto mais alto.
Numa elevação isolada, a mata de topo de morro estaria assim posicionada:

Já para o caso de uma seqüência de morros ou montanhas, as áreas de topo de morro de cada elevação, num grupo de elevações, são demarcadas seguindo-se o seguinte critério:
Dentro de cada segmento de linha da cumeada equivalente a 1000 metros, a altura de inicio da APP é calculada considerando-se a área delimitada a partir da curva de nível correspondente a 2/3 (dois terços) da altura em relação à base, do pico mais baixo da cumeada, fixando-se essa altura como uma curva de nível.
Didaticamente, o gráfico abaixo mostra como seria essa demarcação.

Também nas bordas de tabuleiros ou chapadas, o terreno, numa faixa com largura mínima de 100 metros, tem que ser preservado.
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