Cursos
Importância dos cursos
No mundo todo a escassez de água é um problema grave que piora a cada ano e, infelizmente, apenas agora o homem começa a dar a devida importância a isso.
No Brasil, país privilegiado pela abundancia dos recursos hídricos, esse quadro de escassez não é diferente. Isso porque a enorme maioria da água superficial que o país possui está em regiões pobremente povoadas, portanto, de baixo consumo. Nos estados mais populosos do nosso país o conflito pelo uso da água é real.... e sem se referir às regiões semi-áridas onde a escassez hídrica se dá tanto pelo relativo uso como pela baixa taxa pluviométrica.
Assim, em várias bacias hidrográficas da região sudeste e sul, a baixa disponibilidade hídrica começa a ser desesperadora.
E a tendência é piorar, se nada for feito.
Assim, é preciso produzir água.
A enorme queda de vazão dos rios dessas regiões está associada à baixa capacidade de infiltração das águas das chuvas resultando num exagerado escorrimento superficial, estabelecimento do processo erosivo no topo de morro, na meia encosta e, finalmente, descaracterização funcional das matas ciliares, assoreamento, poluição e morte gradativa das nascentes e dos rios.
Dentre as inúmeras bacias com o mesmo sintoma, um bom exemplo disso é o constatado na bacia hidrográfica do Piracicaba, Capivarí e Jundiaí, no Estado de São Paulo, uma das mais problemáticas bacias hidrográficas do país: No dia 01/10/2001, a vazão do rio Piracicaba era de 22 m³/seg. No dia 02/10/2001 foi para 108 m³/seg e no dia 03/10/2001 subiu ainda mais, atingindo 364 m³/seg....... Em apenas dois dias, a vazão elevou-se em 1554%.
Esses dados registrados pelo DAEE de Piracicaba apontam, de forma inconteste, que um volume enorme de água está sendo desperdiçado, ou seja, atinge o solo e ao contrário de seguir o caminho adequado e desejado – infiltrar-se no solo, percolar pelo perfil, recarregar os lençóis de água subterrâneos e ser liberado, aos poucos, para as nascentes, córregos ribeirões, e rios - está escorrendo morro abaixo, promovendo a erosão laminar, assoreando nascentes e rios, espraiando as águas, aumentando a taxa de perda por evaporação, provocando enchentes, rompimento de barragens e outras catástrofes sociais e, por fim, abandonando a microbacia ou bacia hidrográfica sem ter sido aproveitado.
Por outro lado, mesmo que o processo de recarga dos aqüíferos se dê, a água não consegue brotar na meia encosta, nas partes mais baixas do terreno e junto aos rios porque as nascentes estão degradadas.
Tudo isso, em termos de volume de água, ocorre no meio rural.
Assim, o agricultor é o principal personagem a ser envolvido, conscientizado e capacitado na busca de toda e qualquer ação mitigadora de relevância. É ele, verdadeiramente, o produtor d’água.
Infelizmente, junto aos agricultores pouco ainda se discute e os instrui de forma sistemática, na linguagem adequada, com conteúdo e com capacidade de sensibilização sobre as verdadeiras causas do problema.
OBJETIVOS
A partir desse quadro muito preocupante, desenvolveram-se as alternativas de cursos abaixo, como objetivo de Conscientizar e Capacitar produtores rurais e profissionais e instituições públicas e privadas ligadas aos recursos hídricos, a recuperar capacidade de preservação da água ao nível da propriedade rural, da microbacia e da bacia hidrográfica.
Essa capacitação se dará através da apresentação, estudo e discussão de práticas que devem ser executadas para a produção de água e na conservação e recuperação de nascentes e demais mananciais hídricos.
· Curso de curta duração de “Produção de água e de recuperação e preservação de nascentes”. Curso de um dia, 8 hs de treinamento.
· Curso extensivo de “Produção de água e de recuperação e preservação de nascentes” Curso de quatro dias, 32 hs de treinamento.
Agendamento de cursos junto à fundag – Site www.fundag.com.br
|