A bacia hidrográfica é uma unidade física-hidrológica bem caracterizada, envolvendo uma porção de área drenada por um curso de água e limitada, periféricamente, pelo divisor de águas constituído por um cinturão de elevações de cotas máximas.
Sob o ponto de vista hidrológico, o desejado é que, quando chove, o maior volume possível da água precipitada permaneça dentro da bacia hidrográfica, por um maior tempo possível, para poder ser aproveitada ao máximo.
Isso só é possível quando o solo está em boas condições físico-hídricas de infiltração da água da chuva.
Inicialmente, será umedecido todo o perfil do solo, sendo essa a água que vai satisfazer as necessidades hídricas das plantas e dos demais macro e microrganismos vivos do solo.
Continuando a se infiltrar, irá ser armazenada nas camadas mais profundas do perfil, primeiramente, na forma de lençol freático, quando assenta-se na primeira camada semi ou impermeável e, posteriormente, como aqüífero confinado, quando ultrapassa essa primeira camada impermeável e assenta-se em outra.
Do lençol freático ou do aqüífero confinado, aí sim, irá ser liberada, aos poucos, nos afloramentos localizados nas terras altas - chamados nascentes de encosta – ou nas laterais e fundos das partes mais baixas do terreno – vindo a formar as nascentes de fundo de vale, ou ainda, diretamente nas calhas dos rios, lembrando-se que os rios são, na verdade, uma longa e extensa nascente.
Enfim, enfatiza-se, é essa liberação lenta que será a responsável pelo aumento e perenização da produção de água das nascentes, dos lagos e rios, mantendo suas vazões ao longo do tempo, mesmo durante prolongados períodos sem precipitação.
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